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quarta-feira, 10 de junho de 2009

Menino do Rio

Roger Galera Flores de seu nome ou " menino do Rio" como era conhecido , não conheceu o sucesso ao serviço do Benfica , em nenhuma das passagens pelo clube, isto apesar do seu inegável talento. Trago hoje á memória um dos poucos golos que marcou pelo Benfica. No entanto um bonito golo. Foi marcado contra o Moreirense , num jogo que o Benfica ganharia por 4-0. Um golo em que a qualidade do seu pé esquerdo salta á vista. Apreciem e recordem...

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Petit (grande) classe

Relembrando hoje mais um dos melhores golos de sempre do Benfica, resolvi colocar um marcado pelo Petit ao PSG na Luz. O jogo era para a Taça Uefa e o Benfica venceria o jogo por 3-1. Petit que sempre nos habituou a golos com remates em força , marcaria este através de um fantástico gesto técnico que surpreendeu por completo o guarda redes francês. Apreciem:

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Jogada de laboratório

Na memória de todos os benfiquistas está ainda os míticos 3-6 no estádio do grande rival de Lisboa. E é um desses 6 golos que trago hoje á memória. Provavelmente não é nenhum dos golos que estão a imaginar. Nesse jogo J. V. Pinto marcaria 3 golos , 2 deles miticos e de grande execução pessoal . No entanto o golo que recordo aqui é o terceiro golo de JVP , fruto de excelente jogada combinada. Realce também para os comentários ao lance. Irão reparar que para além do impagável Gabriel Alves um outro "jornalista" vai comentando um lance de forma aziada, chegando ao cúmulo de proferir um " é incrível" em tom de desanimo , logo a seguir ao golo. Curiosamente esse mesmo "jornalista" é hoje em dia funcionário dos treta campeões. Não se sabe bem as suas reais funções no clube nortenho, tendo sido noticia á poucos meses quando em pleno estádio do Dragão ameaçou verbalmente um profissional da RTP, ex-colega de profissão.
Dá que pensar, qual o actual comentador será futuramente funcionário tripeiro, já que há quem diga que esse é o topo da hierarquia no que a jornalistas desportivos diz respeito.
Mas vamos lá ver então o golo, que é o mais importante. Espero que gostem.

O filho do Zé e o mexicano voador



Tenho que confessar que escolher o ponta-de-lança para a minha equipa dos últimos anos do Benfica , não foi tarefa fácil. Longe disso. E acredito que a minha escolha não seja coincidente com a de muitos outros Benfiquistas. De qualquer modo , o ponta de lança que escolhi para a minha equipa foi: Rui Águas. Muitos lembrarão o facto de a certa altura ter trocado o Estádio da Luz por ares mais poluídos do norte. No entanto deixemos esse episódio de parte e centremos-nos na sua prestação ao serviço do Benfica.



Rui carregou sempre consigo a pesada herança do seu pai José Águas , bi-campeão europeu e ex capitão encarnado.



No entanto aos poucos Rui marcou o seu próprio caminho e impôs-se com alguma naturalidade. Lembro com bastantes saudades a sociedade eficaz que mantinha com Paneira e que gerou inúmeros golos para o seu pecúlio e da equipa. O seu momento mais alto seria quando em 1988 marcou 2 golos contra o Steua Bucareste colocando o Benfica na final da Taça dos Campeões.



Esteve 7 épocas no Benfica, participou em 237 jogos marcando 104 golos.



Ganhou pelo clube 3 campeonatos e 3 taças de Portugal. Por isso , e traições á parte, ele foi o melhor ponta de lança que vi jogar no Benfica.






Em Julho de 2006 o Benfica anuncia a contratação de Kikin Fonseca, ponta de lança internacional mexicano. Por essa altura Fonseca estava com a cotação em alta depois de belo desempenho no Mundial desse mesmo ano. Fonseca chegou ao Mundial como o avançado com melhor média de golos por minuto a nível de selecções em todo o mundo. No mesmo mundial jogaria 4 jogos e marcaria um golo , curiosamente contra Portugal.



Por tais factos , a sua contratação , gerou grande expectativa, mais ainda quando no jogo de apresentação , contra o E. Amadora marcou o seu primeiro golo pelo Benfica depois de belo golpe de cabeça, aliás a sua maior especialidade.



No entanto o encanto rápido acabou e Kikin foi passando os meses no banco de suplentes . Em Dezembro desse ano porém jogaria a titular em 3 jogos consecutivos marcando 3 golos. 1 frente ao Belenenses para a Liga e 2 frente ao Oliveira do Bairro para a Taça de Portugal. Poucos dias depois o Benfica aceitaria uma oferta dos mexicanos do Tigres para a sua aquisição, resolvendo o clube rentabilizar desde logo a sua contratação.



Para a história ficam 13 jogos e 3 golos de águia ao peito.

terça-feira, 19 de maio de 2009

"Maradona Style" by Karel Poborsky

Depois de na semana passada ter recuperado aqui um golo resultante de fantástica jogada entre Poborsky e João V. Pinto, desta feita trago á memória um golo resultante única e exclusivamente do talento e classe do checo Karel Poborsky. Por certo já sabem qual o golo, pois para muitos benfiquistas este é o melhor golo de sempre do Benfica. Talvez seja , é difícil escolher um . De qualquer forma , aqui ficam imagens desse fantástico golo, marcado na Luz num jogo contra o Braga a 15 de Novembro de 1998. O Benfica ganharia por 4-1 , com golos de Serguei Kandaurov(também um excelente golo), JVP, Nuno Gomes , e o de Poborsky, na altura o 2º golo da partida.



quinta-feira, 14 de maio de 2009

O capitão da saudade e o holandês rebelde



Quando apenas faltam dois nomes para concluir a minha equipa de sonho do Benfica chego a um nome que a ainda desperta nos benfiquistas enormes saudades e esperança de o voltar a ver de águia ao peito. Falo-vos claro de Simão Sabrosa. Nascido para o futebol nos rivais de Alvalade cedo mostrou a sua qualidade. Estreou-se na equipa principal leonina em Maio de 1997 e logo na estreia marcou um golo contra o Salgueiros. No ano seguinte chegou a estreia pela selecção principal onde marcaria também no seu jogo de estreia contra Israel . Daí até chegar ao Barcelona foi um instante e foi já no clube catalão que encontrou o seu ídolo de sempre : Luís Figo. Esteve na Catalunha durante dois anos alternando entre bons e maus momentos. Até que em 2001 resolveu aceitar um convite do Benfica e regressar a Portugal. Seria o inicio de uma inesquecível ligação que duraria seis épocas , durante as quais Simão se tornou capitão e ídolo de todos os benfiquistas. E foi com enorme tristeza que todos o viram partir , seis anos depois, para o Atlético de Madrid tentando encontrar o sucesso que não tivera no Barcelona.


Aos adeptos encarnados resta apenas lembrar os seis anos de águia ao peito e esperar que cumpra a promessa de um dia voltar, feita na altura da saída para Madrid.


Pelo Benfica realizou 222 jogos marcando 94 golos , e ajudou o clube a ganhar 1 campeonato, 1 taça de Portugal e 1 Supertaça.


Para terminar não resisto a deixar-vos um pequeno vídeo de um lance em que Simão faz uma enorme maldade a Eto'o, num jogo entre Benfica e Barcelona a contar para a Champions League.








Ao longo dos anos foram vários os flops para o lado esquerdo do ataque encarnado. De entre eles destaco um nome : Glenn Helder. Internacional holandês e jogador do Arsenal de Londres, chegou ao Benfica como tantos outros trazendo enorme expectativa. No entanto em seis meses participaria apenas em 12 jogos marcando 1 golo.



Fruto das famosas escolas do Ajax,Glenn Helder começou a jogar futebol profissional no Sparta de Roterdan, seguindo para o Vitesse até ser contratado pelo Arsenal onde estaria 3 épocas. Seguiu-se a fraca aventura no Benfica e depois um enorme número de aventuras por variados clubes como Nac Breda, Dalian Chid (China), Nac Breda, MTK ( Hungria), Roosendal, SHO e outros clubes de escalões inferiores holandeses. À parte disso viu-se também a braços com enormes problemas com a justiça vendo o seu nome ligado a tráfico de drogas e outros delitos.

terça-feira, 5 de maio de 2009

O eterno Paneira e o holandês voador



Chega a vez de anunciar o extremo direito da minha equipa de sempre. Confesso que neste lugar hesitei entre dois jogadores. Um dos nomes que me lembrei foi Karel Poborsky, e devo dizer que o checo foi talvez o melhor extremo direito a nível técnico que jamais vi jogar no nosso clube. No entanto a minha opção para este lugar vai recair em Vitor Paneira. E o meu critério baseou-se acima de tudo nas 7 épocas de águia ao peito. E sempre com a mesma regularidade.



Paneira não tinha a magia de Poborsky , e muitos diziam que só tinha uma finta... mas a verdade é que resultava quase sempre.



Lembro-me como se fosse hoje dos centros milimétricos do Paneira para os golos de cabeça de Rui Águas, no Benfica tal como na selecção.



Paneira não era um extremo puro, era o que se chamava na altura , um médio ala. Muito bem tacticamente, defendia e atacava com a mesma simplicidade. Aliás o seu jogo baseava-se na simplicidade, uma finta , duas fintas, bola na linha de fundo, cruzamento milimétrico... e os avançados que fizessem os golos. Talvez não haja uma estatística real das assistências para golos de Paneira, mas o número será certamente considerável. Paneira marcou uma década no Benfica e foi um dos últimos jogadores a representar o clube anos a fio.



Seria no entanto precocemente afastado do clube encarnado durante a infame limpeza de balneário levada a cabo por Artur Jorge e Damásio. Uma facada nas costas de quem tanto havia dado ao clube.



Seguiriam-se aventuras no Vitória de Guimarães e por fim na Académica onde terminaria uma carreira de grande sucesso. Hoje em dia é comentador de televisão e treinador . Como treinador, tem resumido as suas aventuras a clubes de escalões inferiores. Disse um dia que "jogar no Benfica foi um sonho, treiná-lo seria o paraíso". A ver vamos se tal um dia acontece.



Como jogador ganhou pelo clube 3 campeonatos nacionais , 1 taça de Portugal e 1 Supertaça.






Outro jogador que chegou ao clube rotulado de grande craque foi Gaston Taument. Internacional holandês , era na altura um dos extremos direitos em maior destaque na Europa . Dele se dizia que praticamente voava pela ala direita.



Iniciou-se no Feyenord e por lá ficou durante 8 épocas. Na última delas realizou fantástica campanha brilhando de igual forma pela sua selecção , o que levou Manuel José a pedir a sua contratação. No entanto 20 jogos e um golo depois chegaria-se a conclusão que a sua contratação tinha sido um erro. Erro esse colmatado a meio da época quando foi despachado para o Anderlecht . A aventura no clube belga esteve longe de ser famosa e de lá seguiu para o Ofi de Creta e depois para o Rapid de Viena , sempre sem sucesso. E foi já em Áustria e no Rapid que resolveu pôr um ponto final na sua carreira.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

O 10 de classe e o "touro" dos livres






Sempre que me falam em nº 10 o primeiro nome que me vem á cabeça é o de Valdo. E falo a nível geral , não só de jogadores do Benfica. Valdo foi um dos melhores nº 10 que vi jogar até hoje. E para minha felicidade Valdo usou por vários anos o manto sagrado. E soube honrá-lo de excelente forma. Vê-lo jogar era um espectáculo, vê-lo marcar livres, era delicioso. Parecia jogar com pés de lã, fazia tudo com a simplicidade que só os predestinados conhecem e por tudo isso jamais será esquecido.




Começou a dar os primeiros toques na bola no Figueirense mas rapidamente seguiu para o Grémio onde esteve vários anos, até seguir o chamamento da Europa e do Benfica. Chegou ao Benfica onde já viviam os também internacionais brasileiros Mozer e Ricardo Gomes ajudando a formar uma das mais fortes equipas dos últimos anos.




Para além de craque do Benfica foi também dono do meio campo da selecção brasileira durante vários anos. Sairia em 1991 para o PSG mas regressaria 4 anos mais tarde para representar por mais dois anos o emblema encarnado. Sairia depois para o Nagoya Grampus do Japão . Por fim regressou ao Brasil onde ainda representou uma apreciável lista de clubes : Cruzeiro, Santos, Sport, Atlético Mineiro, Juventude e Botafogo.




Representou o Benfica em 184 jogos marcando 27 golos e ajudando o clube a vencer 2 campeonatos, 1 taça de Portugal e 1 Supertaça.












Em 2004/05 José Veiga responsável pelas contratações encarnadas resolve apostar num brasileiro de nome Everson Pereira da Silva, proveniente do Nice de França onde ganhara fama como exímio marcador de livres e onde ganhara o cognome de TOURO. Chegaria no entanto lesionado ao Benfica e seria esse um facto que motivou desconfianças sobre a sua contratação.




Para além do mais Everson era já mais que um globetrotter do futebol mundial, tendo representado ínumeros clubes passando por países como Brasil, Alemanha, Suiça, Bélgica e França onde de resto encontrou estabilidade e sucesso no Nice.




No entanto a sua estadia no Benfica resumiu-se a cinco jogos pelo clube. Jogou apenas 11 minutos no campeonato nacional. Minutos suficientes para ser também ele campeão pelo Benfica. Talvez um dos campeões que menos jogou pelo clube.




Destaque para um jogo da Taça de Portugal contra o Oriental , onde segundo as crónicas, fez um jogão sendo mesmo o melhor em campo.




No 2º ano no clube foi relegado para a equipa B e de lá saiu meses depois para o Young Boys da Suíça. Seguiria depois para o Neuchatel Xamax também da Suíça. No momento representa o Étoil Sahel da Tunísia.




No dia em que abandonou o Benfica disse aos jornalista que não gostaria de ser lembrado como " a pior contratação de sempre do Benfica". Talvez não seja , mas que é candidato lá isso é...

segunda-feira, 20 de abril de 2009

O grande maestro e o chileno das bolas paradas

Hoje em dia é moda falar-se em jogadores sacrificados tacticamente em favor da equipa. Pois também aqui na nossa equipa de sempre vai haver um sacrificado. Não muito porque jogou nesta posição durante uma fase da sua carreira. Falo-vos de Rui Costa. Ele não é o 10 da minha equipa, porque para esse lugar guardarei outro jogador. No entanto jogaria entre o trinco e o nº 10 como de resto fez durante algum tempo em Milão.


Rui Costa chegou á Luz com 9 anos. Lá passou toda a adolescência . No primeiro ano de sénior foi emprestado ao Fafe da 2ª divisão B. No final dessa época realizaria fantástica campanha pela selecção no Mundial de Júniores , marcando um golo decisivo contra a Austrália e também o penalti decisivo contra o Brasil que daria o título a Portugal.


Essa campanha abriria-lhe as portas da Luz e da equipa principal. Três anos , um campeonato e uma taça de Portugal depois , transformou-se no ídolo de então e de hoje. Sairia mais tarde para a Fiorentina onde seria rei e senhor. Pela Fiorentina jogou na Luz contra o Benfica marcando um golo e chorando de imediato , demonstrando que o sangue benfiquista ainda lhe pulsava nas veias. Da Fiorentina seguiria para o colosso Milan onde continuou a espalhar magia.


Até que 12 anos depois regressaria a casa. A sua casa. Á casa que nunca o esquecera , que nunca o vai esquecer. Representaria o Benfica por mais duas épocas até pôr um ponto final na sua brilhante carreira de jogador, iniciando de imediato funções de director desportivo do clube. Função que todos esperamos seja recheada de iguais sucessos .


Ao todo esteve no Benfica 5 épocas, jogou 172 jogos marcou 29 golos.






No reinado de Jupp Heynkes, chegou á Luz um jovem internacional chileno de nome Christian Uribe. Vinha envolto em enorme esperança e dizia-se na altura ser um exímio cobrador de livres directos. E até começou bem marcando um golo de livre ao Sporting para a Taça de Portugal. Mostrava ter bons pés mas era bastante lento . Embora fosse médio de origem, com Mourinho chegaria até a ser utilizado como lateral esquerdo sem sucesso. Para além do golo ao Sporting marcaria mais três golos pelo Benfica , todos eles de penalti. Ao fim de duas épocas sem grande rendimento acabaria por sair passando depois por vários clubes como Huachipato (Chile), Portuguesa (Brasil), Moreirense (Portugal) entre outros . No momento representa o Everton do Chile , clube onde permanece á algumas temporadas.


No Benfica participou em 17 jogos marcando 4 golos.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

o sueco de classe e "Platini de Vila Belmiro"



Ao pensar em médios defensivos o primeiro nome que me surge na memória é o de Jonas Thern. No entanto este sueco era muito mais que apenas um médio defensivo. Abnegado , era um todo terreno que surpreendia pela sua desenvoltura física e pelo enorme acerto nos passes que efectuava, assim como na fantástica qualidade de remate. Para mim foi dos jogadores com mais classe que já vi actuar do Benfica, no entanto mantendo sempre o " low profile" que o caracterizava .


Chegou há Luz pela mão do seu conterrâneo Eriksson, e apesar de ser tão reservado em campo como fora dele , rapidamente arranjou espaço no onze titular e no coração dos adeptos.


Trabalhador incansável e de regularidade impressionante foi o maestro do meio-campo encarnado durante três épocas, e de igual modo era figura incontornável da selecção sueca.


Acabaria por sair para a Itália onde representou Lázio e Roma. Representaria ainda antes do final da carreira o Glasgow Rangers da Escócia.


Nos três anos que esteve em Portugal participou em 101 jogos, marcando 10 golos e ajudando o clube a conquistar 1 campeonato e uma Supertaça de Portugal.






Em 2003/2004 o Santos dominou de forma fantástica o campeonato brasileiro vencendo-o de forma incontestável. Daquela fantástica equipa faziam parte nomes como Robinho, Diego, Léo, Elano, ou Deivid . Jogadores que acabariam por emigrar para a Europa continuando na senda do sucesso. Outro jogador que também abandonou a Vila Belmiro nesse ano foi Paulo Almeida. Médio defensivo , capitão dessa fantástica equipa e habitual convocado das selecções jovens brasileiras e tido como uma das maiores promessas do futebol brasileiro. José António Camacho referenciou-o , e o seu sucessor na Luz , Giovanni Trapattoni deu o aval decisivo á sua contratação. Apesar de bastante utilizado no inicio de época rapidamente se eclipsou e desapareceu da equipa. Trapattoni defendeu-o dizendo que até Platini precisara de muito tempo para se habituar á Juventus antes de se tornar no fenómeno que conhecemos.


No entanto Paulo Almeida raramente conseguiu aproveitar as oportunidades concedidas demonstrando ser um jogador muito lento e estático.


Na época seguinte Koeman relegou-o para a equipa B , até que rescindiu contrato com o clube regressando ao Brasil onde representou sem sucesso Corinthians, Coritiba e Náutico. Neste momento procura novo clube para seguir a sua carreira.


Apesar de tudo ficará ligado ao campeonato ganho em 2004/05 onde participou em 17 jogos.

terça-feira, 7 de abril de 2009

O loiro da esquerda e o "falso italiano"



Pensando em laterais esquerdos , o primeiro nome que me vem á cabeça é o de Hans Hurgen Stefan Schwarz. Jogador de origem sueca chegou ao Benfica com o pesado fardo de manter o legado de outros nórdicos de sucesso como Manniche, Magnusson e Thern. E , a verdade é que não defraudou as expectativas. Com uma raça invulgar, foi bastantes vezes utilizado como médio interior esquerdo e mesmo como trinco puro. Tinha também um excelente remate, marcando alguns golos de belo efeito. Depois de brilhar no Benfica passou por clubes como o Arsenal, Fiorentina, Valência e Sunderland. No Benfica esteve 4 épocas , realizando 110 jogos e marcando 10 golos. Ajudou o Benfica a ganhar dois campeonatos nacionais e uma taça de Portugal.


Em 2000/01 o Benfica contrata o jovem internacional chileno de 21 anos, Alejandro Escalona, ex-jogador do Torino de Itália. Dele se dizia ser uma das maiores promessas da América do Sul, quando o assunto era laterais esquerdos.


No entanto no Benfica pouco ou nada mostrou , e a coisa complicou-se ainda mais quando se veio a descobrir que o passaporte italiano que possuía era falso. A coisa esteve complicada ao ponto de ser inclusivamente afastado da selecção chilena.


No Benfica participou em apenas 11 jogos não deixando qualquer tipo de saudades. Depois do Benfica representou clubes como o River Plate da Argentina, o Everton do Chile , o Grémio e o Náutico do Brasil e de novo o Everton do Chile onde ainda joga.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

O defesa imortal e o substituto aleijado







Muitos concordarão comigo que a melhor dupla de centrais até hoje que representou o nosso glorioso clube era composta por Ricardo Gomes e Mozer. E é de Mozer de quem vos falo hoje. Com o invulgar nome de José Carlos Nepomuceno Mozer este jogador brasileiro chegou ao Benfica em 1987 proveniente do Flamengo de Zico e Zagallo e pegou de estaca no maior clube de Portugal. O seu estilo vigoroso e a passada larga ficarão para sempre na minha memória e na de milhões de adeptos como eu. Alto, de ombros largos e um olhar de meter medo até aos próprios amigos, Mozer cativou desde o primeiro dia a família benfiquista. Representou o Benfica , em duas fases distintas, somando um total de 5 épocas no clube. Duas na primeira passagem e depois de representar por três ano os franceses do Olimpique de Marselha regressou para mais três anos de águia ao peito saindo já em final de carreira para os japoneses do Kashima Antlers onde daria os últimos pontapés na bola , profissionalmente falando.



No entanto ainda hoje se revela um adepto incondicional do Benfica acompanhando o dia-a-dia do clube, bem de perto. Para os adeptos ele será sempre um dos imortais deste grande clube que nunca poderão esquecer os seus cortes acrobáticos, as suas marcações impiedosas e as suas constantes provocações aos adversários como o famoso puxão de cabelos ao então portista Fernando Couto que motivou uma má reacção do mesmo , acabando o portista por ser expulso pelo árbitro.



Mozer jogou 160 jogos pelo Benfica, marcou 14 golos , foi 2 vezes campeão e venceu uma taça de Portugal pelo clube.






Com a saída de Mozer o Benfica avançou para a contratação de mais um internacional brasileiro de nome Paulo Cézar Batista Santos, mais conhecido no futebol por Paulão. Apesar de vir muito bem referenciado Paulão realizou no Benfica sete jogos, acabando por defraudar todas as expectativas. Recordo que uma das suas referências era o pontapé canhão e excelente qualidade na execução dos livres, no entanto de todos os que marcou não recordo um que fosse em direcção da baliza, nem sequer perto.



Uma lesão no joelho , levou á sua saída do clube , breves meses após a sua chegada. De regresso ao Brasil representou Atlético Mineiro e Atlético Paranaense e resolve de novo emigrar desta feita para os chilenos do Colo-Colo onde realizaria 0( sim, Zero) jogos, devido a uma lesão no... joelho.



Regressou ao Brasil , ingressando na Ponte Preta onde ficaria até terminar a carreira em 2001.

segunda-feira, 16 de março de 2009

O capitão ás direitas e a promessa falhada



António Veloso foi sem dúvida o último grande defesa direito do Benfica. Dono daquele lugar durante 15 épocas seguidas, realizou 538 jogos pelo clube, 322 como capitão de equipa, marcando um total de 9 golos. Experiente e sóbrio , controlava a falta de velocidade com uma boa colocação e uma enorme garra. Polivalente , jogou várias vezes a lateral esquerdo e até a médio defensivo. Chegou ao Benfica com 23 anos e lá ficou até aos 38 quando resolveu abandonar a carreira, sendo ainda hoje o jogador com mais jogos pelo clube nas competições europeias.


Ficou na memória de muitos por ter falhado o penaltie decisivo na final da Liga dos Campeões contra o PSV, momento que no entanto nao pode apagar tudo aquilo que fez , ajudando o clube a ganhar 7 campeonatos, 6 taças de Portugal e 3 Supertaças.






Com a saída de Veloso , começou a parecer tarefa impossivel encontrar um substituto á altura. Na época 2000/2001 o clube resolve contratar um jovem jugoslavo de nome Ivan Dudic, de 23 anos e considerado o futuro melhor lateral direito europeu. Titularissimo na selecção da Jugoslávia no Euro 2000, chegou á Luz com a promessa de poder finalmente resolver os problemas na lateral direita. Puro engano. Apanhado no turbilhao da mudança de treinadores (foram 3 numa época: Heynkes, Mourinho e Toni), realizou apenas 24 jogos pelo clube , sem nunca deslumbrar.


Ainda ficou ligado ao clube por mais duas épocas mas alternando entre empréstimos ao Estrela Vermelha e Brugges e a equipa B. Depois acabaria por abandonar o clube e desaparecer por clubes secundários belgas, alemãos e hungaros. Neste momento com 32 anos representa o Fc Úpjest da Hungria.

domingo, 8 de março de 2009

O santo e o proscrito

Abrimos agora um espaço neste nosso cantinho para, semanalmente, trazer á memória jogadores que marcaram por diversas razões a história do Benfica e simultaneamente outros que pouco fizeram para nela figurarem. Tentaremos mostrar assim o bom e o menos bom da historia benfiquista. Acredito que alturas haverá em que a nossa opinião possa não ser consensual, mas mais não é que a nossa opinião.




Eram vários os nomes por onde poderia começar mas como uma equipa faz-se de trás, sou obrigado a começar pelo guarda-redes. E salvo melhor opinião o melhor guarda-redes que vi actuar até hoje chamava-se Michel Georges Jean Ghislain Preud´homme.




A sua contratação em Maio de 1994 foi alvo de alguma polémica devido aos seus 35 anos. No entanto um mês depois Preud´Homme participou no mundial 94 nos EUA e acabaria por ser considerado o melhor guarda-redes do torneio. Na memória fica por exemplo a fantástica exibição diante da Holanda , jogo que o próprio Michel considera ter sido o jogo da sua vida. Dennis Bergkamp um dos melhores jogadores mundiais de então afirmou no final do jogo que Deus tinha descido á terra nesse dia e defendido a baliza da Bélgica. Desse jogo guardo ainda na memória um lance em que em menos de 30 segundos Michel fez 3 defesas impossíveis em remates á queima-roupa.




Michel Preud´Homme chegou então assim á Luz com o titulo de melhor guarda-redes do mundo e quando lhe perguntaram quanto tempo iria ficar no Benfica respondeu que ficaria até ao dia em que fosse assobiado por um só adepto que fosse, ou no dia em falhasse num golo.




Pois a verdade é que Michel ficou 5 épocas no Benfica até aos seus 40 anos, altura em que resolveu terminar a sua brilhante carreira, sem nunca ter sido assobiado ou vaiado.




Perguntaram-lhe também porque só aos 35 anos resolvera sair da Bélgica , respondeu que esperara um convite de um grande clube e só então aparecera o Benfica. Confidenciou também que recusara convites de Porto , Sporting e vários clubes italianos.




Ao longo da sua carreira conheceu apenas 3 clubes : Standard de Liége onde se estreou com 18 anos e onde venceu um campeonato belga e duas taças da Bélgica, passou depois para o Malines onde venceu mais um campeonato belga , uma taça das taças e uma supertaça europeia. Chegou por fim ao Benfica onde em 5 épocas ganhou apenas 1 taça de Portugal.




Fez 199 jogos pelo Benfica e sofreu 183 golos, e muitos concordarão comigo quando digo que Preud´Homme chegou ao Benfica na altura errada, dada a fraca qualidade da equipa de então.




Depois de terminar a carreira ainda ficou um ano no clube como director de relações externas, mas acabaria por regressar á Bélgica iniciando a função de treinador e levando o Standard de Liége á conquista do campeonato belga 20 anos depois da última conquista.




No Benfica ganhou o titulo de santo e o respeito de colegas e adversários dadas as suas qualidades dentro e fora de campo. Ele que foi recentemente eleito o 9º melhor guarda-redes de todos os tempos e que honrou de fantástica forma a história Benfiquista, disse um dia que se pudesse escolher a hora da morte seria entre os postes de uma baliza e depois de uma defesa de levantar o estádio. E dessas fez muitas . Obrigado Michel por tudo o que nos destes.








Como reverso da medalha falo agora de um jogador que poucas memórias deixou aos benfiquistas. Com o abandono de Michel Preud´Homme a direcção encarnada resolve apostar num guarda-redes conceituado. Carlos Gustavo Bossio era o melhor guarda-redes argentino da actualidade e chegou então á Luz envolto em grande expectativa.




Mas os problemas surgiram logo de inicio devido ao envio tardio do seu passe, que só lhe permitiram ser inscrito na abertura de inverno. Aí já Enke era dono e senhor da baliza encarnada e Bossio não mais saiu da obscuridade. Passou no entanto 5 anos no clube , alternando entre o banco, a equipa B e também o empréstimo ao Setúbal durante uma temporada. Ao todo jogou 20 jogos pelo clube sofrendo 27 golos. Saiu do Benfica pela porta pequena em direcção ao Lánus da argentina onde ainda joga.